terça-feira, 15 de junho de 2010

E quando achamos que sabemos tudo ficamos a saber que não sabemos nada. Chegamos a uma idade em que claramente diferenciamos o nosso eu de adolescente (insegura, baixa auto-estima, pouco ou nada corajosa,...) do nosso eu de adulto (confiante, segura, forte, imparável). Sabemos quem somos, o que queremos e onde vamos. Estamos com a vida equilibrada, estável e segura. Somos felizes. Sentimo-nos completos. Até ao dia. Chega o dia em que tudo parece desmoronar-se à nossa frente e não há nada que possamos fazer para o parar. É como se a nossa vida estivesse presa por um fio, segura por um elemento tão frágil que outrora acreditámos ser tão forte. E cai tudo. O castelo de fadas que construímos desde crianças desfaz-se em frente aos nossos olhos. A revolta é mais que muita. Sentimos os medos voltarem, a insegurança sobe dos dedos dos pés à nossa nuca. Ficamos com as extremidades do corpo geladas, trememos. Por fim, o inevitável. Escorrem pela nossa cara as mesmas lágrimas que escorriam quando construíamos o nosso castelo e parecia difícil concluí-lo. O desespero. A dor. A desilusão.

Não é fácil começar a construir o castelo do início. Mas mesmo assim... que remédio temos nós?

4 comentários:

Matilda disse...

Desemprego e traições sao as duas coisas que nos fazem cair desse sentimento de segurança e estabilidade. Já vi muita gente mudar do dia para a noite por saber de uma das duas, de repente.

E estas coisas sao sempre de repente.
Muita força para ti ou para de quem falas.

Daniela disse...

o que todos nós queremos é estabilidade, mais cedo ou mais tarde, ela vai voltar. Só tens que acreditar :) Força*

Patty disse...

Vim espreitar o seu blog, porque o nome me era familiar. Achei mesmo que só podia ter a ver com Cascais...

∗ANA∗ disse...

Temos de ser fortes e nunca desistir.
Jamais.

Um abraço (que apesar de ser virtual, não deixa de ser sentido).

Beijinhos